Balanço
Estou
sentada na tábua, segurando a corda.
Balanço pra cá, pra lá
e escuto o farfalhar das folhas
quando mexem os galhos.
Olho pra baixo, o abismo.
Sem medo continuo a balançar.
Mais forte, mais forte, mais forte,
quase faço um loop.
De
repente compreendo o perigo.
Memória traiçoeira!
As árvores foram cortadas
tem pra mais de vinte anos.
O balanço amarrado apenas às cordas das minhas
lembranças...

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